Sinopse
Vicky promete ser uma grande bailarina. Quando se apaixona por Julian, um compositor, seu empresário não gosta do envolvimento dos dois e ela fica entre a carreira e o amor.
"A dança é uma droga muito poderosa. Praticada com sabedoria, ela pode exorcizar demônios, liberar emoções reprimidas e colorir a sua vida em tons vivos de magenta que nunca imaginou existirem. Mas deve encarar seus desafios com coragem e seriedade se quiser colher seus benefícios. Está disposto a isso?"
"É um espetáculo diferente, inovador. É a nova cara que queremos dar à nossa companhia". Dessa forma a diretora Lara Pinheiro define "Paraíso Perdido", nova montagem do Balé da Cidade de São Paulo, grupo de dança do Teatro Municipal de São Paulo.
Estreou no dia 5 de maio no Sesc Vila Mariana, o espetáculo tem a assinatura audaciosa do coreógrafo grego Andonis Foniadakis e figurinos do estilista João Pimenta, que apresentou, pela primeira vez em 2010, sua coleção na São Paulo Fashion Week, depois de cinco anos desfilando na Casa dos Criadores. As peças evoluem do tom neutro, que varia entre branco, rosa e bege, ao metálico. "Tive uma liberdade de criação", comenta Pimenta, que trabalhou em parceria com o coreógrafo, mas sentiu que, mais do que esperar a orientação dele, deveria trazer contribuições concretas para as conversas sobre o figurino. A inspiração veio a ser concebida sob as pinturas do Holandês Hieronymus Bosch. Nas obras, estão registrados sentimentos como medo e angústia, além de práticas sexuais, como no quadro "jardim das Delícias Terrenas", de 1504.